Estreia nesta sexta-feira (2), nos Estados Unidos, o filme Rust, protagonizado e produzido por Alec Baldwin. O longa ganhou notoriedade internacional após a trágica morte da diretora de fotografia Halyna Hutchins, baleada acidentalmente durante ensaios no set de filmagem, em outubro de 2021. A produção ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.
Durante o ensaio de uma cena, Baldwin disparou uma arma cenográfica que, inesperadamente, estava carregada com munição real. O tiro matou Hutchins e feriu o diretor Joel Souza no ombro. A tragédia gerou intensa comoção e uma série de processos judiciais.
Em 2024, a armeira responsável pelas armas no set, Hannah Gutierrez-Reed, foi condenada a 18 meses de prisão por negligência. Já o julgamento de Baldwin foi anulado. “Gostaria de nunca ter escrito o maldito filme”, declarou Souza ao The Guardian, relembrando os desdobramentos do caso.
As filmagens foram retomadas em maio de 2023, e o filme teve sua primeira exibição em um festival na Polônia, no fim do ano passado. Agora, chega ao circuito comercial americano em lançamento limitado.
Rust é um faroeste que acompanha a história de um adolescente que mata acidentalmente um fazendeiro. Condenado à forca, ele foge ao lado do avô, interpretado por Baldwin. O roteiro e a direção são assinados por Joel Souza.
Apesar da carga emocional e simbólica que envolve a produção, as primeiras críticas têm sido comedidas. Em entrevista ao The New York Times, Souza afirmou: “Muitas pessoas realmente boas trabalharam muito duro para finalizá-lo em homenagem a Halyna”
Estreia nos EUA é marcada por recepção morna da crítica
O filme Rust, protagonizado e produzido por Alec Baldwin, chega simultaneamente aos cinemas e ao streaming nos Estados Unidos nesta sexta-feira, 2. A estreia, no entanto, está longe de ser convencional. A produção atrai atenção menos por suas qualidades cinematográficas e mais pela tragédia que marcou suas filmagens em 2021.
Durante uma gravação no set, Baldwin disparou uma arma cenográfica que, de forma inexplicável, continha munição real. O disparo matou a diretora de fotografia Halyna Hutchins e feriu o diretor Joel Souza. Após anos de batalhas judiciais, Baldwin foi absolvido da acusação de homicídio involuntário, enquanto a armeira do filme, Hannah Gutierrez-Reed, foi condenada a 18 meses de prisão por negligência. A principal dúvida sobre o caso — como uma bala verdadeira foi parar em uma arma usada no set — permanece sem resposta.
Com esse pano de fundo, a recepção crítica ao longa começou a emergir nesta quinta-feira, 1º. Especialistas de veículos como Variety e The Hollywood Reporter classificaram Rust como um western de arte visualmente competente, com paisagens bem exploradas e uma narrativa centrada na relação entre um avô, vivido por Baldwin, e seu neto adolescente (Patrick Scott McDermott), que foge da lei após matar acidentalmente um rancheiro.
Apesar da abordagem sensível e da conclusão do projeto em meio a grande comoção, os críticos foram unânimes em apontar que o filme não se destaca artisticamente. Para eles, trata-se de um faroeste mediano e facilmente esquecível — longe de justificar a atenção que recebeu.
Rust parece, assim, seguir uma trágica tradição de Hollywood: a de filmes marcados por mortes no set que acabam sendo irrelevantes do ponto de vista cinematográfico. Casos como Twilight Zone: No Limite da Realidade (1983), afetado pela morte do ator Vic Morrow durante as filmagens, e O Corvo (1994), em que Brandon Lee foi vítima de um disparo acidental, são exemplos dessa maldição. Ambos os títulos se tornaram célebres pelos bastidores trágicos, mas foram mal recebidos pela crítica.
Ao que tudo indica, Rust caminha pelo mesmo desfecho.
