O WhatsApp, plataforma de mensagens pertencente à Meta, anunciou nesta segunda-feira, 16/06, uma mudança significativa em sua política de negócios: a inclusão de publicidade para seus usuários. A iniciativa representa uma guinada para o aplicativo, que, desde seu lançamento, manteve-se majoritariamente livre de anúncios.
De acordo com a empresa, as novas inserções publicitárias serão restritas à aba “Atualizações”, que congrega os recursos de Canais e Status. A Meta reiterou que as conversas pessoais entre usuários continuarão isentas de qualquer forma de publicidade.
Historicamente, o WhatsApp tem se distinguido de outras redes sociais da Meta, como Facebook e Instagram, por manter a publicidade em um nível mínimo desde sua aquisição em 2014. Até então, a estratégia de monetização da plataforma limitava-se principalmente a mensagens promocionais direcionadas ao WhatsApp Business e a um número reduzido de anúncios no Status em mercados específicos. Em 2023, inclusive, o diretor do aplicativo negou relatórios que apontavam para a iminente introdução de publicidade em larga escala.
A empresa detalhou que lançará três novas funcionalidades voltadas exclusivamente para a monetização nas abas Canais e Status, utilizadas diariamente por 1,5 bilhão de pessoas. As novidades incluem assinaturas de canais pagos, canais promovidos na seção “Explorar” e anúncios no Stories, a versão do WhatsApp para o Instagram Stories. A Meta enfatizou que usuários que utilizam o aplicativo apenas para mensagens pessoais não serão expostos a essa nova modalidade de publicidade.
“Temos falado há anos sobre nossos planos de construir um negócio que não interrompa seus chats pessoais e achamos que a aba ‘Atualizações’ é o lugar certo”, comunicou a plataforma em nota.
A empresa reforçou seu compromisso com a privacidade dos usuários. Nikila Srinivasan, vice-presidente de gestão de produtos da Meta, esclareceu que as mensagens pessoais, chamadas e status permanecerão com criptografia de ponta a ponta, garantindo que “ninguém, nem mesmo nós, poderá vê-las ou ouvi-las, e elas não poderão ser usadas para anúncios”.
A Meta também se comprometeu a não vender ou compartilhar números de telefone com anunciantes, e assegurou que mensagens pessoais, chamadas e a participação em grupos não influenciarão a segmentação de anúncios. A segmentação para anúncios em Status ou Canais se baseará em informações básicas, como país, cidade, idioma do dispositivo e a atividade do usuário na própria guia “Atualizações”.
Com dois bilhões de usuários ativos mensais, a introdução de publicidade nas áreas de conteúdo do WhatsApp marca um passo estratégico da Meta para diversificar suas fontes de receita, buscando um equilíbrio entre monetização e a preservação da privacidade nas interações pessoais da plataforma.
